Por Genifer Gerhardt

O que tenho pensado é que, talvez, não sejam as presenças e ausências do ter que fazem as pessoas. Você não é triste pelo que lhe falta. Você não é feliz pelo que tem. Sempre faltará algo, e sempre terá um pouco mais do que precisa. Porque precisar, precisar mesmo, se precisa muito pouco. Pouquíssimo. Muito menos do que imaginamos eu e você. Um cadim de água, um cantinho para dormir, uma terrinha… amor, amores.

Da mesma forma, o que vai te deixar segura não é o muro. Nem o fio elétrico sobre o muro que apita todo dia, toda hora. Talvez se você acreditar (entender?) que não precisa temer. Que, se perder tudo de material… é só material. Coisa. Profundamente, coisa. A segurança vai dentro. Não na matéria. Não na coisa. Dentro. Ideia difícil de se internalizar em profundidade.

Por isso percebo que não importa onde estejamos. O que temos. O que nos falta.

Alguns se sentirão seguros. Outros não.
Alguns se sentirão em contentamento. Outros não.
Alguns se sentirão doentes, até. Outros não.

Porque não é a circunstância. A presença. A ausência. É aquilo que crescemos crendo.
Passamos tempo demais aprendendo a ter medo, construir muros, ter.
A gente precisa de tempo a mais para construir outras crenças. Outros entendimentos. Outras vibrações, que não as dos fios elétricos por sobre os muros.

Só acho, só acho.
Ciência nenhuma, só olhando para as pessoas. Para dentro e para fora, em vai-e-vem de balanço.

Açailândia, Maranhão, 7 de junho de 2016
#paitôindo

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